segunda-feira, 30 de março de 2009

Arctic Monkeys vão gravar com Josh Homme, dos QOTSA

"Josh Homme, vocalista e guitarrista dos Queens of the Stone Age, vai entrar em estúdio com os Arctic Monkeys.
Segundo o NME, o norte-americano e os ingleses vão trabalhar juntos num projeto ainda sem destino certo: as músicas produzidas por Josh Hommes (foto) poderão ser usadas num futuro álbum dos Arctic Monkeys, ou apenas num single.


Certo é o desejo de os Arctic Monkeys mudarem a forma como vêm trabalhando: "Eles querem rodear-se de coisas que sejam o oposto daquilo que são as suas origens e daquilo a que estão habituados", explica Josh Homme, citado pelo NME."Penso que vamos começar por fazer uma ou duas músicas. Sem pressão. A ideia é fazermos uma coisa de que eles gostam tanto, que toda a gente possa gostar também", afirma o mentor dos Queens of the Stone Age.Aquando do segundo álbum dos Arctic Monkeys, Favourite Worst Nightmare, a banda de Sheffield reconheceu a admiração pela música dos Queens of the Stone Age. Agora, essa admiração vai materializar-se numa colaboração que começa a ser "cozinhada" já em Setembro, na Califórnia."




Novidades - 3º álbum
O terceiro disco de estúdio dos Arctic Monkeys vai ser «ainda mais psicadélico» do que os anteriores registos da banda inglesa. Quem o garante é o produtor do novo álbum, James Ford, que depois de «Favourite Worst Nightmare», em 2007, volta a trabalhar com os quatro rapazes de Sheffield.
Em entrevista ao Daily Star, Ford disse que o disco ainda está numa fase de concepção e que, por enquanto, ainda é difícil falar da sonoridade do novo trabalho.
«Ainda é muito cedo para dizer qual a nova direção que eles irão tomar. Mas têm pelo menos uma canção na manga que já soa muito bem», adiantou o produtor e membro dos Simian Mobile Disco.
James Ford disse que o disco vai ser «ainda mais psicadélico do que o primeiro álbum ("Whatever People Say I Am, That's What I'm Not", de 2006)». E não descartou a possibilidade do novo registo dos Arctic Monkeys conter «um pouco de R&B». «Os rapazes sabem o que fazem», rematou.


Big Day Out Festival
Os Arctic Monkeys acabam de participar no festival australiano "Big Day Out Festival" do dia 23 de Janeiro de 2009.Podem confirmar a noticia no site oficial do festival bem como no site da banda.Em baixo podem ver um dos traillers oficiais do DVD que será lançado já em Novembro - Arctic Monkeys At The Apollo:

'Arctic Monkeys at The Apollo'
O último concerto dos Arctic Monkeys, tal como já foi anunciado, foi lançado em dvd. No 3 de Novembro de 2008.
A realização do dvd gravado em Manchester ficou a cabo de Richard Ayoade e o alinhamento é o seguinte:
Brianstorm
This House Is A Circus
Teddy Picker
I Bet You Look Good On The Dancefloor
Dancing Shoes
From The Ritz To The Rubble
Fake Tales Of San Francisco
Balaclava
When The Sun Goes Down
Nettles
D Is For Danger
Leave Before The Lights Come On
Fluorescent Adolescent
Still Take You Home
Da Frame 2R
Plastic Tramp
505
Do Me A Favour
A Certain Romance
The View From The Afternoon
If You Were There, Beware

No Reino Unido o concerto vai ser transmitido nalgumas salas de cinema no dia 14 de Outubro. No site a baixo podem encontrar alguma informação extra sobre o assunto: www.arcticmonkeysattheapollo.com
"A Choise of Three"
"Alex Turner vai publicar o seu primeiro conto em versão spoken-word.
O líder dos Arctic Monkeys e co-fundador dos Last Shadow Puppets, projetos musicais em ebulição, dedicou tempo à escrita e assina "A Choise of Three" ("Três à Escolha").
O conto audível será editado numa compilação intitulada "Late Night Tales" onde já participaram nomes dos Belle & Sebastian e Flaming Lips.
Segundo o Guardian , o texto de Turner é o único lido pelo autor uma vez que os outros convidados não terão levado a sério a indicação do coordenador da coleção - contar as histórias em spoken-word."


Vídeos







Nova música do Arctic Monkeys já está na internet


da Folha Online
A versão ao vivo de uma música nova do Arctic Monkeys pode ser conferida no YouTube.


Alex Tuner, vocalista do Arctic Monkeys, se apresenta no Tim Festival, no Rio
Trata-se da execução do single "Crying Lightning" durante a edição deste ano do festival Big Day Out, em Sidney, na Austrália.
A canção é uma das quatro que a banda vem tocando desde que começou a fazer shows este ano.
A música, mais cadenciada do que as mais conhecidas do grupo, tem duração de quatro minutos e dois segundos. É preciso aumentar muito o volume porque a gravação foi tirada da apresentação veiculada por uma TV local.
Clique aqui para ouvir.
O grupo, integrado por Alex Turner (vocal e guitarra), Jamie Cook (guitarra), Matt Helders (bateria e backing vocal) e Nick O'Malley (baixo) se apresentou no Brasil no final de 2007 durante a edição daquele ano do Tim Festival. 


Arctic Monkeys apresenta rock direto e acelerado

da
 Efe,
O Arctic Monkeys, uma das últimas sensações do rock britânico, arrastou uma multidão de adolescentes e amantes do rock para o show que fez na noite de sexta-feira (26) na edição carioca do Tim Festival 2007.
O grupo, integrado por Alex Turner (vocal e guitarra), Jamie Cook (guitarra), Matt Helders (bateria e backing vocal) e Nick O'Malley (baixo) --todos na faixa dos 20 anos--, fez jus à fama que conquistou mundialmente desde que, no começo do ano passado, lançou "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not", aclamado álbum de estréia da banda.
Sem muitas firulas ou qualquer contato com o público, o quarteto, com quase nenhuma preocupação com o visual, subiu num palco simples e mandou ver com seu rock direto e de letras pueris, que já valeram a Alex Turner o título de poeta do cotidiano teen.
Já na primeira música, "Sandtrap", o público que lotava a tenda principal do evento deixou claro que estava bastante familiarizado com o repertório do grupo.
Afiada, a maioria dos 4.000 fãs presentes, que já faziam fila para o show cerca de duas horas antes do seu início, também mostrou disposição pulando ao som das engatilhadas "House is a Circus", "Brianstorm", "Still Take You Home" e "Dancing Shoes".
No entanto, a primeira vez que a platéia vibrou de verdade foi com "Fake Tales of San Francisco", e depois com o sucesso "I Bet You Look on the Dancefloor", o quase hino "Fluorescent Adolescent" --um dos pontos altos da acelerada apresentação-- e a candidata a hit "Teddy Picker".
Sempre acompanhando o ritmo das guitarras, da bateria e do baixo, o público também respondeu com empolgação a várias das canções do segundo disco da banda --"Favorite Worst Nightmare", lançado em abril deste ano--, como "Balaclava", "Old Yellow Bricks", "D is for Dangerous", "Do me a Favour" e If You Were There, Beware".

A essa altura do espetáculo, Alex Turner já tinha quebrado o gelo com a platéia perguntando, sem parecer realmente interessado, se estava tudo bem e se a apresentação da banda estava agradando.
O longo set list do show, que durou aproximadamente uma hora, incluiu ainda uma música não gravada pelo Arctic Monkeys e que os brasileiros ouviram pela primeira vez: "The Nettles".
Nos 25 minutos finais da apresentação, o jovem grupo emendou uma seqüência matadora, mostrando mais uma vez seu poderoso punch com "The View from the Afternoon", embalando os fãs com as melódicas "Leave Before the Lights Come On" e "When the Sun Goes Down", e encerrando a barulhenta noite com uma interpretação magistral de "A Certain Romance".
Antes do Arctic Monkeys, quem se apresentou no palco "Novo Rock UK" foram os também britânicos do Hot Chip, quinteto surgido em 2000 e que ficou famoso há dois anos, graças à swingada "Over and Over".
Com um som dançante, marcado pela forte presença de elementos eletrônicos e de percussão, a banda esquentou o público que começava a chegar para assistir à grande atração da tenda.
Em aproximadamente 45 minutos, o Hot Chip fez um show descontraído e alegre, durante o qual o tempo todo tentou envolver a platéia e cantou as músicas "Shake a Fist", "And I Was a Boy from School", "Ready to Floor", "No Fit State" e "Beach Party", além de seu maior hit.




Segundo álbum, "Fist of God" do MSTRKRFT e vídeos

MSTRKRFT repete a fórmula maximal em seu segundo álbum, "Fist of God"

Depois de um bem-sucedido CD de estréia uma série de EPs soltos, o MSTRKRFT está de volta com "Fist of God", álbum de inéditas que sai em março no Hemisfério Norte.
Neste novo trabalho, a dupla formada por Jesse F. Keller, baixista do Death From Above 1979, e pelo o produtor Al-P mantém sua vocação maximal de pistas, mas o que funcionava em 2006, já não é mais tão legal assim em 2009, ainda mais depois de uma onda de produções do gênero.
Uma boa novidade são vários vocalistas convidados no CD, o que justifica a quase completa ausência de vocoders neste segundo álbum.
"It Ain't Love" com a cantora de r&b Lil Mo abre "Fist of God" nos 220 volts e tem vocação pop, mas o álbum fica mais legal quando passeia por outros territórios, como em "Heartbreaker", cantada pelo soulman John Legend; e a disco "Breakaway".
A capa do álbum, com um punho, apesar de feia ao primeiro olhar, esconde uma colagem que tem tudo pra ser censurada nas lojas dos EUA.
Vídeos



The Whitest Boy Alive - "Keep a Secret"



Phoenix

Dicas Miss Kittin & The Hacker e Whitest Boy Alive

Miss Kittin & The Hacker renovam seu electro comviagens espaciais em seu novo álbum "Two"



A dupla dinâmica do electro está de volta! Depois de seu "First Album", lançado em 2000, Miss Kittin & The Hacker estão juntos novamente em "Two", álbum que deve sair neste primeiro semestre de 2009.
Quase nove anos se passaram e _que bom eles não pararam no tempo, não. Aqui a dupla deixa o techno de lado pra investir em um som mais espacial, cheio de ambiências, raver, coisa que faz todo sentido já que Caroline Hervé tomou gosto pelas pistas neste tipo de festa.
Sem o deboche carecterístico de suas composições, mas com voz igualmente sexy e afinada, ela se dá ao direito de gravar até um cover "Suspicious Mind", eternizada na voz de Elvis Presley, em uma produção a la Moroder.
Os darkizmos de seu álbum solo saem de cena (com exceção de "Ray Ban", soturna), dando lugar a faixas viajandonas e etéreas, como as ótimas "1000 Dreams", "Party in My Head" e "Emotional Interlude", destaques do CD.
Miss Kittin & The Hacker fervem sobre a fama, Hollywood e com techno

Outro bom disco é o da banda Whitest Boy Alive que investe em deliciosa mistura de indie e disco


O Whitest Boy Alive, projeto paralelo de Erlend Oye (Kings of Convenience), parece tomar o lugar do grupo que o projetou na música. Seu mais novo álbum, "Rules", sai no começo de março com uma nova safra de produções suas.
Desta vez tudo soa mais ao vivo, já que segundo consta a banda gravou o CD com as versões executadas no estúdio em um único take, sem usar recursos de pós-produção.Um quê de disco e de rockinho dá o tom do álbum, de uma animação suave, fofa, meio garagem até. Algumas das onze faixas fazem referência a uma regra/ mandamento do Whitest Boy Alive, como "Keep a Secret" ("guarde um segredo") e "Promise Less and Do More" .






Erlend Oye deixa o folk de lado e vai no rockacústico com novo projeto The Whitest Boy Alive
O cantor, músico e DJ norueguês Erlend Oye, que fez fama à frente do Kings of Convenience e com seu divertido "DJ Kicks" _um dos mais inspiradores até hoje_ acaba de lançar o álbum de seu mais novo projeto musical, o The Whitest Boy Alive.
O CD de estréia chama "Dreams" e traz sonoridade rock acústica e dançante, com guitarras fofitas marcando as melodias, como na alegre "Fireworks" e na deliciosa "Done With You".
Letras autobiográficas e existencialistas permeiam todo o álbum em faixas como "Above You", que tem uma pegada hip hop, e a poética "All Ears", a mais minimalista, com o violão dedilhado e Erlend cantando "I'm so happy you called/I really needed a break/From all the people I see/From all the people I spend time with".
O clima de "Dreams" é esse, mas sem pesar em fossas e melodias tristes demais. Lembra um pouco o som do álbum de estréia do The Cure, "Three Imaginary Boys" (1979), renovando o repertório folk e eletrônico dos projetos anteriores de Erlend.
Enquanto um novo do Kings of Convenience não vem, se é que virá, se jogue no Whitest Boy Alive, a trilha certa para este inverno tropical. 20.07.2006
Confira o track-list de "Dreams" a seguir
1 - "Burning"2 - "Above You"3 - "Inflation"4 - "Fireworks"5 - "Done With You"6 - "Don't Give Up"7 - "Figures"8 - "Borders"9 -"Golden Cage"10 - "All Ears"


Lily Allen ressurge girlie, doce e superpopem seu "It's Not Me, It's You"


Uma semana antes de seu desembarque nas lojas (em 10 de fevereiro), o aguardado "It's Not Me, Its You" de Lily Allen chega à Internet confirmando seu novo caminho musical, mais pop e girlie, menos revoltado nas letras, com olhar mais doce até mesmo nos assuntos polêmicos.
Pode até ser mais comercial, o que não é pecado algum pra uma artista pop, mas o resultado final é bem mais divertido. E eficaz. Na iTunes Store inglesa, "The Fear", primeiro single do álbum, reina absoluto na primeira posição, à frente de outras sensações, como Lady Gaga e Kings of Leon.
Suas letras e opiniões continuam autobiográficas e firmes. Em "Everyone's at It", um delicioso synth-pop que dá start ao CD, ela fala das drogas condenando de crack às pílulas pra dormir; ela ainda passeia pelo jazz em "He Wasn't There", faixa dedicada ao pai, e pela música country em "Not Fair", em que conta de um homem ideal (inteligente, sensível etc.), mas que na hora H deixa ela na mão... A produção desta vez é de Greg Kurtsin, do duo The Bird and The Bee.
Nem sempre o resultado é uma maravilha, as duas últimas músicas citadas são bem chatinhas na real, mas o álbum tem promissores hits além de "The Fear" e "Everyone's at It", como "I Could Say", "Back to the Start", "Fuck You" e "Him". Tá tudo disponível pra audição no myspace.com/lilymusic. Se jogue e escolha suas favoritas.
do site EP
Miss Kittin mixa electro, rock, 80's e sonoridades
espaciais em seu novo álbum, "BatBox"






É bem bacana o novo álbum de Miss Kittin, "BatBox", que chega às lojas do Hemisfério Norte em 1º de fevereiro. De volta ao electro, mas com um bom caldo de sonoridades espaciais, rock e anos 80, ela volta em plena forma quatro anos depois do elogiado "I.Com".
 
"‘BatBox' é uma redenção. Foi como abrir uma janela para novas percepções, não com os olhos, mas pela intuição, assim como os morcegos e gatos fazem", explica a cantora e produtora no release de divulgação do CD.

Assim, o álbum abre com a gostosa "Kittin is High", sexy e boa de pista, seguida de "BatBox", um electro-house pop, além das rockers "Grace" e "Solidrockstar". Outros destaques: "Play Me a Tape", "Sunset Strip" e "Mightmaker", mais calminhas e etéreas

Phoenix download gratuito

NOTÍCIAS
Phoenix download gratuito para a faixa do próximo álbum

Os franceses do Phoenix lançam em 25 de maio o sucessor de seu elogiado "It's Never Been Like That", "Wolfgang Amadeus Phoenix".
O novo álbum chega às lojas, antes eles liberam em seu site wearephoenix.com o download gratuito de "1901", uma das faixas do CD.
O resultado, da música é bem legal.
Ouça AQUI. Phoenix surpreende nonovo "It's Never Been Like That"

Phoenix, o quarteto rocker francês que emplacou as surpreendentes "If I Ever Feel Better" e "Everything is Everything" nas pistas. Eles lançam o novo, incrível e inspirador CD "It's Never Been Like That".
Nesse terceiro álbum de estúdio a banda ganha novos ares. “Existe algo de brutalidade no disco. É sobre começar tudo de novo, ficarmos assustados e contar a verdade", falou Thomas Mars, vocalista da banda, namorado de Sofia Coppola.
"It's Never Been Like That" é ótimo, dá pra se ouvir do começo ao fim. Tem sinceridade nas letrasautobiográficas e ganha na sonoridade mais crua, sincronias perfeitas entre baterias e guitarras ressonantes .
As gravações do cd foi em um estúdio em Versailles, cenário de "Marie Antoinette", mais novo filme de Sofia. Uma das melhores e contagiantes faixas do CD é "Napoleon Says", rock de primeira, muito legal. Outras dicas para o álbum são "Consolation Prizes" e "Long Distance Call", angelicalmente lindas, e "Sometimes In The Fall", bem o jeitão do Phoenix.
Ouça as faixas abaixo
1. "Napoleon Says"2. "Consolation Prizes"3. "Rally"4. "Long Distance Call"5. "One Time Too Many"6. "Lost And Found"7. "Courtesy Laughs"8. "North"9. "Sometimes In The Fall"10. "Second To None"

do Erika palomino

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Batman – O Cavaleiro das Trevas
Relançamento exclusivo na sala IMAX (SP)

Aventura / Ação / Drama - 12 ANOS

O Coringa (Heath Ledger) chega a Gotham City e o triunvirato formado por Batman (Christian Bale), o Tenente Gordon (Morgan Freeman) e o Promotor Público Harvey Dent (Aaron Eckhart) têm de enfrentar a ameaça do caos generalizado que ele quer implementar na cidade. Indicado a 8 Oscar.

(The Dark Knight) EUA, 2008. Direção: Christopher Nolan. Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Michael Caine, Gary Oldman. Duração: 152 min.



Andréa Beltrão é professora corajosa em "Verônica"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SÃO PAULO (Reuters) - Conhecida por papéis cômicos, como interpretou em "A Grande Família - O Filme" (07), a atriz Andréa Beltrão encarna uma professora-heroína no filme policial "Verônica". Dirigido e co-roteirizado pelo marido da atriz, Maurício Farias, entra em circuito nacional na sexta-feira.

A história homenageia de leve uma outra heroína defensora de crianças, vivida pela atriz Gena Rowlands, em "Glória" (1980), de John Cassavetes. Um enredo que foi, aliás, refilmado numa versão de 1999 do diretor Sidney Lumet, estrelado por Sharon Stone.

Verônica (Andréa) é professora de uma escola pública carioca. Vive em dificuldades financeiras e está solitária. Não tem filhos e há pouco se separou do marido, um policial (Marco Ricca). Sua vida muda radicalmente no dia em que decide levar para sua própria casa um de seus alunos (Matheus de Sá), cujos pais não apareceram para buscá-lo.

Uma reportagem na televisão informa que os pais do garoto foram assassinados, provavelmente por traficantes. Tudo indica que se tratou de uma "queima de arquivo". Pouco depois, a professora descobre que o menino traz consigo um pen-drive que parece conter informações de alto risco. E os dois são forçados a fugir para salvar a própria pele.

Mesmo hesitando em assumir a proteção do garoto, Verônica compreende logo que é a única chance desta criança de escapar de seus algozes. Entre os quais, diga-se, nem todos são traficantes. Alguns são policiais. Com bastante razão, Verônica não confia nem no próprio ex-marido.

Fugindo de vários perseguidores, Verônica corre pelas ruas do Rio quase como a protagonista do filme alemão "Corra, Lola, Corra" (98), de Tom Tykwer. Com a desvantagem de ter que arrastar consigo o menino, que muitas vezes se mostra meio rebelde. Apesar disso, ela passa a fazer de tudo por ele, num heroísmo de gente comum cavado na urgência e na necessidade de encontrar uma finalidade maior para a própria vida. Uma vida até então monótona e que Verônica atira para o alto, aprendendo a fugir, a mentir e até a pegar em armas, quando preciso.

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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"O Leitor" discute culpa e omissão após o Holocausto

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

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SÃO PAULO (Reuters) - Pela sua atuação no drama "O Leitor", a atriz inglesa Kate Winslet recebeu sua sexta indicação ao Oscar e desponta como a favorita na categoria de melhor atriz, depois de já ter ganho o Globo de Ouro pelo drama, mas como atriz coadjuvante. "O Leitor" concorre ainda em outras quatro categorias: melhor filme, diretor, roteiro adaptado e fotografia.

Kate é Hanna Schmitz, uma alemã cobradora de bonde que na década de 1950 conhece e se envolve com um jovem de 15 anos, chamado Michael Berg (o ator alemão David Kross). O romance entre os dois é tórrido. O rapaz envolve-se profundamente, pois este é seu primeiro grande amor. Para ela, o caso parece não ir além do sexo.

Hanna e Michael passam muito tempo juntos, ora namorando, ora lendo. Na verdade, é ele quem lê para ela livros como "A Odisséia", "As Aventuras de Huckleberry Finn" e contos de Anton Tchekhov.

Porém, um dia ela o abandona, deixando Berlim depois de receber uma promoção no seu trabalho. O rapaz cresce atormentado por essa perda. Isso o traumatizou tanto que, décadas depois, ele não consegue estabelecer vínculos com as pessoas.

Michael só irá reencontrar Hanna anos mais tarde, quando ele, estudante de direito, assiste a um julgamento de ex-carcereiras do campo de concentração de Auschwitz. Para sua surpresa, Hanna está entre as rés.

Nesse momento, "O Leitor" levanta duas questões sobre a culpa. A primeira tem a ver com a responsabilidade dos agentes do Holocausto. A segunda, e mais interessante, transcende ao jogar para cima de Michael uma dúvida cruel: ele tem uma informação capaz de inocentar Hanna, mas, se a revelar, poderá ajudar uma possível culpada por crimes nazistas a escapar ou ter reduzida sua pena. Além de ter de expor seu relacionamento juvenil com a ré.

Essa ambiguidade poderia muito bem servir de metáfora para a omissão diante dos horrores nazistas: a busca por um bode expiatório. Michael, assim como o autor do livro no qual o filme é baseado, Bernhard Schlink, pertence à geração que passou pela adolescência na época da ascensão do nazismo. Eles podiam não entender o que acontecia -- mas seus pais, mais cedo ou mais tarde, souberam dos horrores e a maioria se omitiu.

Anos mais tarde, quando Michael -- agora vivido por Ralph Fiennes -- reencontra uma sobrevivente de Auschwitz e revela a ela o segredo de Hanna -- o analfabetismo -- a mulher (Lena Olin) pergunta se isso é uma explicação ou uma desculpa. Não há resposta da parte dele -- o que não é uma surpresa, pois a questão é mesmo da maior complexidade.

O diretor inglês repete a parceira de "As Horas" com o roteirista David Hare, conseguindo melhores resultados na primeira parte -- o tórrido romance entre Hanna e Michael -- do que nos dois atos finais, o julgamento e a tentativa de Michael de reparar seu erro.

Kate Winslet mostra o talento e a profundidade de sempre, injetando humanidade num personagem complexo. Mas não deixa de ser frustrante sua indicação por este filme, uma vez que ela está muito melhor em "Foi Apenas um Sonho".

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

Safra de filmes aborda Alemanha da guerra e do pós-guerra

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

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Por Mike Collett-White e Michael Davidson

BERLIM (Reuters) - Filmes de guerra não são novidade, mas os cinemas estão recebendo atualmente uma safra de obras que abordam a Alemanha na Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e o pós-guerra -- e cineastas dizem haver outras produções com essa temática a caminho.

Na sexta-feira, o Festival de Berlim exibe "O Leitor", de Stephen Daldry, em que Kate Winslet interpreta uma ex-guarda de campo de concentração, e o recente "Operação Valquíria" mostrou Tom Cruise no papel do coronel Claus von Stauffenberg, que tentou assassinar Adolf Hitler em 1944.

Daniel Craig estrelou "Defiance", sobre ativistas que enfrentam os nazistas e protegem centenas de judeus, e Jeff Goldblum foi aclamado por seu papel em "Adam Resurrected", em que vive um homem que, para sobreviver, agia como cachorro de um comandante nazista.

Eles se seguem a recentes produções alemãs sobre a guerra, como "A Queda", "Os Falsificadores" e "A Vida dos Outros", ganhador do Oscar.

"The Baader Meinhof Complex", sobre um grupo de militantes de esquerda suspeitos de matarem dezenas de personalidades da Alemanha Ocidental, saiu em setembro.

"Ainda fico surpreso por como foram feitos poucos filmes sobre a experiência alemã do pós-guerra, e estou satisfeito por isso estar começando", disse o britânico Daldry, de "O Leitor".

"Este filme é muito baseado nos anos de 1958 a 1995", disse ele à Reuters em Berlim. "Estou feliz e entusiasmado com o lançamento nos cinemas de 'The Baader Meinhoff Complex', mas suspeito que haverá mais filmes sobre aquela era da Alemanha."

"Acho que haverá muito mais filmes sobre o que levou a 1989 (queda do muro de Berlim) em ambos os lados da fronteira", disse ele.

Daldry disse estar ansioso para ver como as plateias alemãs receberão "O Leitor", indicado aos Oscars de melhor filme, diretor e atriz. "Acho que será polêmico aqui (...), acho que algumas pessoas ficarão aborrecidas por ser em inglês, e não em alemão. Acho que as pessoas terão muito a dizer sobre as mudanças de certos aspectos, de nuances do livro", afirmou.

Winslet disse que ficou nervosa ao apresentar o filme na Alemanha, onde o romance homônimo de Bernhard Schlink é muito conhecido. "De alguma forma voltar aqui é sensato, esta é uma plateia com a qual queremos conversar."

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"Quem Quer Ser um Milionário?" é favorito ao Oscar britânico

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Por Kylie Maclellan

LONDRED (Reuters) - O drama "Quem Quer Ser um Milionário?", com 11 indicações ao maior prêmio de cinema da Grã-Bretanha, o Bafta, é favorito para sagrar-se o grande vencedor na cerimônia de domingo, o que pode lhe dar mais fôlego na disputa do Oscar.

O filme está empatado em indicações com "O Curioso Caso de Benjamin Button", com Brad Pitt no papel principal. Em seguida, com nove indicações, vem "Batman -- O Cavaleiro das Trevas". "A Troca", do diretor Clint Eastwood, teve oito indicações.

"Frost/Nixon" tem seis indicações; "O Leitor", cinco. "Bruges", "Milk - A Voz da Igualdade" e "Foi Apenas um Sonho" lutam pelo Bafta em quatro categorias cada um.

"Quem Quer Ser um Milionário?", filme britânico sobre um jovem que vive em uma favela de Mumbai e tenta ficar rico em um programa de TV, foi o grande vencedor do Globo de Ouro no mês passado, com quatro prêmios -- incluindo o de Melhor Drama.

Nos prêmios Bafta, "Milionário" concorre, entre outros prêmios, a melhor filme e melhor diretor (Danny Boyle, aclamado em 1996 por "Trainspotting").

Apesar do sucesso internacional, o filme enfrentou protestos na Índia, onde moradores de favelas acharam o título original ("Slumdog Millionaire") ofensivo devido à palavra "cão". Eles também não se agradaram com o retrato que o filme faz da vida dos indianos pobres.

Boyle, acusado por parte da mídia indiana de fazer um "pornô da pobreza", afirmou que tentou capturar "a luxúria pela vida" que existe em Mumbai.

Dev Patel, de 18 anos, que estrela "Milionário", também foi indicado ao prêmio de melhor ator.

A cerimônia será apresentada pelo polêmico Jonathan Ross, recentemente suspenso pela BBC por ter participado de uma série de trotes obscenos contra o ator experiente ator Andrew Sachs.

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Cinema

CINEMA - Estreias da Semana (6/2)

Batman – O Cavaleiro das Trevas
Relançamento exclusivo na sala IMAX (SP)

Aventura / Ação / Drama - 12 ANOS

O Coringa (Heath Ledger) chega a Gotham City e o triunvirato formado por Batman (Christian Bale), o Tenente Gordon (Morgan Freeman) e o Promotor Público Harvey Dent (Aaron Eckhart) têm de enfrentar a ameaça do caos generalizado que ele quer implementar na cidade. Indicado a 8 Oscar.

(The Dark Knight) EUA, 2008. Direção: Christopher Nolan. Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Michael Caine, Gary Oldman. Duração: 152 min.

O Cavaleiro das Trevas em IMAX
Especial Batman

Dúvida
Drama - 12 ANOS

Em 1964, freira acusa padre quando suspeita que ele abusou de um aluno negro. Baseado na peça de sucesso escrita pelo diretor. Indicado a cinco Oscar, incluindo melhor atriz (Streep).

(Doubt) EUA, 2008. Direção: John Patrick Shanley. Elenco: Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams. Sinopse: Duração: 104 min.

Crítica e trailer

O Leitor
Drama - 16 ANOS

Nos anos 50, dez anos depois de ter um caso com uma mulher mais velha, o jovem Michael reencontra seu antigo amor num julgamento de crimes de guerra. Indicado a cinco Oscars, incluindo filme e diretor.

(The Reader) EUA/Alemanha, 2008. Direção: Stephen Daldry. Elenco: Kate Winslet, Ralph Fiennes, David Kross. Duração: 123 min.

Crítica e trailer

Noivas em Guerra
Comédia - 10 ANOS

Duas amigas se tornam rivais quando marcam seus casamentos para o mesmo dia.

(Bride Wars) EUA, 2009. Direção: Gay Winicka. Elenco: Anne Hathaway, Kate Hudson, Candice Bergen. Duração: 89 min.

Crítica

Verônica
Policial - 12 ANOS

Quando os pais de um de seus alunos são assassinados pelo tráfico, a professora Verônica toma para si a responsabilidade de cuidar do menino.

(Brasil, 2009) Direção: Maurício Farias. Elenco: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá. Duração: 90 min.

Fronteira (RJ)
Drama - 14 ANOS

Num velho sobrado vive Maria Santa, jovem cuja fama de milagreira ultrapassa as montanhas do interior de Minas. A chegada de dois novos personagens terá efeitos perturbadores sobre ela: um viajante, com quem viverá uma intensa paixão, e Tia Emiliana, velha senhora empenhada em preparar um grande milagre.

(Brasil, 2008) Direção: Rafael Conde. Elenco: Alexandre Cioletti, Berta Zemel, Débora Gómez. Duração: 85 min.