Chico Xavier psicografou mais de 400 livros
A mediunidade de Chico Xavier é descrita em suas mais de 400 obras publicadas, por meio da psicografia. O mineiro estudou até o primário, largando a escola aos 14 anos, pois precisou trabalhar cedo para ajudar no sustento da família. Aos 22 anos, ele publicou seu primeiro livroParnaso de Além Túmulo, uma antologia de poemas cuja autoria é atribuída a poetas mortos.
A obra, cuja 6ª edição já reunia 259 poemas de 56 poetas luso-brasileiros, entre os quais Antero de Quental e Augusto dos Anjos, gerou muita polêmica na época e ainda hoje é motivo de muitas discussões. Como um jovem de pouco estudo poderia escrever poemas com rimas e métricas tão diversas e, ao mesmo tempo, tão semelhantes às dos "possíveis autores"?
Os livros psicografados pelo médium de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, possuem estilos variados, além das poesias, são livros de mensagens, romances, contos, textos científicos e filosóficos.
A quantidade de livros psicografados por Francisco Cândido Xavier não é unânime. O jornalista Marcel Souto Maior, autor do livro que inspirou o filme sobre a vida de Chico Xavier, afirma que foram 412 obras, enquanto a Federação Espírita Brasileira (FEB) expõe que são 439. Isso porque a FEB inclui os livros resultados das entrevistas do médium ao programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, além de obras publicadas após a morte dele, mensagens psicografadas por Chico ainda em vida, mas que ficaram guardadas.
FILME
Centenário de Chico Xavier reacende debate sobre o Espiritismo
Do JC Online
Em 1971, o mineiro Francisco de Paula Cândido, mais conhecido por Chico Xavier, foi sabatinado por entrevistadores e pelo público, ao vivo, durante mais de duas horas no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi. Foi a maior audiência do programa, sendo um marco para o Espiritismo no País. E foi essa a cena que o produtor e diretor de Chico Xavier - o filme, Daniel Filho, escolheu para iniciar o longa em comemoração ao centenário de nascimento do médium, cuja estreia nacional acontece nesta sexta-feira, 2 de abril, data em que nascia o mineiro.
Baseado na biografia "As vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior, o filme divide a vida do protagonista em três fases, retratadas pelos atores Matheus Costa (1918 a 1922), Ângelo Antônio (1931 a 1959) e Nelson Xavier (1969 a 1975). Além de emocionar, os três conseguiram interpretar a simplicidade e brejeirice características do médium, com ênfase para o segundo. Destaque também para a semelhança física entre Nelson Xavier e o médium e de André Dias com a imagem de quem seria Emmanuel, guia espiritual de Chico.
A produção é bem fiel à obra, embora alguns acontecimentos da vida de Chico ocorreram em momentos diferentes do tratado na película, como a "Surra de Bíblia". Mas nada que prejudique o roteiro.
É um filme não só para espírita ver, ainda que para estes tenha um significado especial. Aliás, a obra foi até acanhada em citar Allan Kardec, codificador do Espiritismo, mas abordou com seriedade a mediunidade e os processos obsessivos. É um filme que supera a religião, pois trata de um homem que dedicou sua vida para fazer o bem, na mais bela expressão do "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", ensinado por Jesus.
Leia alguns belos casos da vida de Chico Xavier
» Surra de bíblia
"Lutando no tratamento de 4 irmãs obsidiadas, José e Chico Xavier gastaram alguns meses até que surgisse a cura completa. No princípio, porém, da tarefa assistencial houve uma noite em que José foi obrigado a viajar em serviço da sua profissão de seleiro. Mudara-se para Pedro Leopoldo um homem bom e rústico, de nome Manuel, que o povo dizia muito experimentado em doutrinar espíritos das trevas. O irmão do Chico não hesitou e resolveu visitá-lo, pedindo cooperação. Necessitava ausentar-se, mas o socorro às doentes não deveria ser interrompido. "Seu" Manoel aceitou o convite e, na hora aprazada, compareceu ao "Centro Espírita Luiz Gonzaga", com uma Bíblia antiga sob o braço direito. A sessão começou eficiente e pacífica.
Como de outras vezes, depois das preces e instruções de abertura, o Chico seria o médium para a doutrinação dos obsessores. Um dos espíritos amigos incorporou-se, por intermédio dele, fornecendo a precisa orientação e disse ao "seu" Manuel entre outras coisas: - Meu amigo, quando o perseguidor infeliz apossar-se do médium, aplique o Evangelho com veemência. - Pois não, - respondeu o diretor muito calmo, - a vossa ordem será obedecida. E quando a primeira das entidades perturbadas assenhoreou o aparelho mediúnico, exigindo assistência evangelizante, "seu" Manuel tomou a Bíblia de grande formato e bateu, com ela, muitas vezes, sobre o crânio do Chico, exclamando, irritadiço: - Tome Evangelho! Tome Evangelho!... O obsessor, sob a influência de benfeitores espirituais da casa, afastou-se, de imediato, e a sessão foi encerrada. Mas o Chico sofreu intensa torção no pescoço e esteve seis dias de cama para curar o torcicolo doloroso. E, ainda hoje, ele afirma satisfeito que será talvez das poucas pessoas do mundo que terão tomado "uma surra de Bíblia"...
» Mesa de CR$ 15,00
"O Chico estava empregado na venda do Sr. José Felizardo. Ganhava CR$ 60,00 por mês. Mal dava para ajudar a família. Apenas lhe sobrava, quando sobrava, meia dúzia de centavos. Uma de suas irmãs, que o auxiliava no expediente do lar, falou-lhe, certa vez, da necessidade que estavam de uma mesa para a sala de jantar, pois a que possuíam era pequena e estava velha, a pedir substituição. E alvitrou-lhe: - A vizinha do lado tem uma que nos serve. Vende-a por CR$ 15,00. - Mas, como a pagaremos se não possuo e nem me sobra esta quantia, no fim de cada mês? A vizinha, dona da mesa, soube das dificuldades do Chico e, desejando ajudá-lo, propôs-lhe vender o entressonhado móvel à razão de 1 cruzeiro por mês, em quinze prestações mensais. O Chico aceitou e a mesa foi comprada. Pagou-a com sacrifício. Ficou sendo uma mesa abençoada. E foi sobre ela que, mais tarde, entendeu com Emmanuel a lição do pão e dos demais alimentos, verificando em tudo a felicidade do pouco com Deus."
» Caridade e oração
"O Centro Espírita Luiz Gonzaga" ia seguindo para a frente... Certa feita, alguns populares chegaram à reunião pedindo socorro para um cego acidentado. O pobre mendigo, mal guiado por um companheiro ébrio, caíra sob o viaduto da Central do Brasil, na saída de Pedro Leopoldo para Matozinhos, precipitando-se ao solo, de uma altura de quatro metros. O guia desaparecera e o cego vertia sangue pela boca. Sozinho, sem ninguém... Chico alugou pequeno pardieiro, onde o enfermo foi asilado para tratamento médico. Caridoso facultativo receitou, graciosamente. Mas o velhinho precisava de enfermagem. O médium velava junto dele à noite, mas durante o dia precisava atender às próprias obrigações na condição de caixeiro do Sr. José Felizardo. Havia, por essa época, 1928, uma pequena folha semanal, em Pedro Leopoldo. E Chico providenciou para que fosse publicada uma solicitação, rogando o concurso de alguém que pudesse prestar serviços ao cego Cecílio, durante o dia, porque à noite, ele próprio se responsabilizaria pelo doente. Alguém que pudesse ajudar. Não importava que o auxílio viesse de espíritas, católicos ou ateus. Seis dias se passaram sem que ninguém se oferecesse. Ao fim da semana, porém, duas meretrizes muito conhecidas na cidade se apresentaram e disseram-lhe: - Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir... - Ah! Como não? - replicou o médium - Entrem, irmãs! Jesus há de abençoar-lhes a caridade. Todas as noites, antes de sair, as mulheres oravam com o Chico, ao pé do enfermo. Decorrido um mês, quando o cego se restabeleceu, reuniram-se pela derradeira vez, em prece, com o velhinho feliz. Quando o Chico terminou a oração de agradecimento a Jesus, os quatro choravam. Então, uma delas disse ao médium: - Chico, a prece modificou a nossa vida. Estamos a despedir-nos. Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar. E uma passou a servir numa tinturaria, desencarnando anos depois e a outra conquistou o título de enfermeira, vivendo, ainda hoje, respeitada e feliz.
» A água da paz
Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito. Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe: - Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz. O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à genitora desencarnada o fracasso da busca. Dona Maria sorriu e informou: - Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua. O Médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.
» Solidão aparente
Em meados de 1932, o "Centro Espírita Luiz Gonzaga" estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico. Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros. D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a freqüência ao grupo, pelo menos, por alguns meses. Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se. Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse: - Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço. - Continuar como? Não temos freqüentadores... - E nós? - disse o espírito amigo. - Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho. Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto. Em seguida, abria o "Evangelho Segundo o Espiritismo", ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta. Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez. Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho... E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Centro, de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e sextas-feiras.
» Uma dívida paga pelo alto
José, o irmão de Chico, que fora por muito tempo seu orientador e dirigia as sessões do "Luiz Gonzaga", adoece gravemente, e, sob a surpresa de seus caros entes familiares, desencarna, deixando ao irmão o encargo de lhe amparar a família. Dias depois, o Chico verifica que o José lhe deixara também uma dívida, pois esquecera de pagar a conta da luz, na importância de onze cruzeiros. Isto era muito para o pobre Médium, pois no fim de cada mês nada lhe sobrava do ordenado. Pensativo, sentou-se à soleira da porta de sua casinha rústica e abençoada. Emmanuel lhe diz: Não se apoquente, confie e espere... Horas depois, alguém lhe bate à porta. Vai ver. Era um senhor da roça. - O senhor é o seu Chico Xavier? - Sim. Às suas ordens, meu irmão. - Soube que seu irmão José morreu. E vim aqui pagar-lhe uma bainha de faca que ele me fez há tempos. E aqui está a importância combinada. Chico agradeceu-lhe. E ficando só, abriu o envelope. Dentro estavam onze cruzeiros ... para pagar a luz. Sorriu, descansado, livre de um peso. E concluiu para nós: - "Que bela lição ganhei". E nós: - Também para os que sabem olhar para os lírios dos campos, que não temem o amanhã, porque sabem que ele pertence a Deus.
» Quem dera que você fosse o Chico...
Numa livraria de Belo Horizonte, servia um irmão que, pelo hábito de ouvir constantes elogios ao Chico Xavier, tomou-se de admiração pelo Médium. Leu, pois, com interesse, todos os livros de Emmanuel, André Luiz, Néio Lúcio, Irmão X e desejou, insistentemente, conhecer o psicógrafo de Pedro Leopoldo. E aos fregueses pedia, de quando em quando: - Façam-me o grande favor de me apresentar o Chico, logo aqui apareça. Numa tarde, quando o Aloísio, pois assim se chamava o empregado, reiterava a alguém o pedido, o Chico entra na Livraria. Todos os presentes, menos o Aloísio, se surpreendem e se alegram. Abraçam o Médium, indagam-lhe as novidades recebidas. E depois, um deles se dirige ao Aloísio: - Você não desejava ansiosamente conhecer o nosso Chico? - Sim, ando atrás desse momento de felicidade.... - Pois aqui o tem. Aloísio o examina; vê-o tão sobriamente vestido, tão simples, tão decepcionante. E correspondendo ao abraço do admirado psicógrafo, com ar de quem falava uma verdade e não era nenhum tolo, para acreditar em tamanho absurdo: - Quem dera que você fosse o Chico, quem dera!... E Chico, compreendendo que Aloísio não pudera acreditar que fosse ele o Chico pela maneira como se apresentava, responde-lhe, candidamente: - É mesmo, quem me dera... E, despedindo-se, partiu com simplicidade e bonomia, deixando no ambiente uma lição, uma grande lição, que ira depois ser melhormente traduzida por todos, e, muito especialmente, pelo Aloísio...
» Viajando com um sacerdote
Sentado no ônibus que o levaria a Belo Horizonte, Chico notou que seu companheiro de banco era um Irmão Sacerdote. Cumprimentou-o e entregou-se à leitura de um bom livro. O Sacerdote, também, correspondeu-lhe o cumprimento, abrira um livro sagrado e ficara a lê-lo. Em meio à viagem, passou o ônibus perto de um lugarejo embandeirado, que comemorava o dia de S. Pedro e S. Paulo. O Sacerdote observou aquilo e, depois, virando-se para o Chico comentou: - Vejo esta festividade em honra de dois grandes Santos, e neste livro, leio a história de S. Paulo, cujo autor lhe dá proeminência sobre S. Pedro. Não se pode concordar com isto. S. Paulo é o Príncipe dos Apóstolos, aquele que recebeu de Jesus as chaves da Igreja. Chico, delicadamente, deu sua opinião, e o fez de forma tão simples, revelando grande cultura, que o Sacerdote, que não sabia com quem dialogava, surpreendeu-se e lhe perguntou: - O senhor é formado em Teologia, ou possui algum curso superior? - Não. Apenas cursei até o quarto ano de instrução primária. - Mas, como sabe tanta coisa da vida dos santos, principalmente de S. Paulo, de S. Estêvão, de S. Pedro, e de outros, realçando-lhes fatos que ignoro?... - Sou médium... - Então, o senhor é o Chico Xavier, de Pedro Leopoldo? - Sim, para o servir. - Então, permita-me que lhe escreva e prometa-me responder minhas cartas, pois tenho muita coisa para lhe perguntar. Faça-me este favor. Afinal, verifico que Deus... nos pertence... - Pode escrever; de bom grado responder-lhe-ei. Assim trabalharemos não apenas para que Deus nos pertença, mas para que pertençamos também a Deus, como nos ensina o nosso benfeitor Emmanuel. E, até hoje, Chico recebe cartas de Irmãos de todas as crenças , particularmente de Sacerdotes bem intencionados, como o irmão com quem viajou e de quem se tornou amigo. E, tanto quanto lhe permite o tempo, lhes responde e nas respostas vai distribuindo o Pão Espiritual a todos os famintos, ovelhas do grande redil, em busca do amoroso e Divino Pastor, que é Jesus.
Fonte: Portal do Espírito
A infância triste e sofrida com a madrinha Rita de Cássia (Giulia Gam); os diálogos com a mãe desencarnada (Letícia Sabatella); as confissões para o padre Scarzelo (Pedro Paulo Rangel); a bonita relação com a madrasta (Giovanna Antonelli) e o despertar para a consciência espírita com a ajuda do casal Carmen (Ana Rosa) e Perácio (Anselmo Vasconcellos) são alguns dos "lindos casos" relatados no filme.

Se o lançamento da cinebiografia sobre Bezerra de Menezes, em 2008, frustrou boa parte do meio espírita, já que os diretores abordaram as questões dos espíritos de uma forma estereotipada, como almas que desaparecem e atores com maquiagem que empalideciam, o lançamento de Chico Xavier - o filme deverá ser um novo marco no Espiritismo do Brasil, trazendo a realidade espírita para o público leigo de uma forma clara e consoladora.
http://www.flickr.com/photos/48292424@N05/sets/72157623611485689/show/
SERVIÇO
Ficha técnica
Título Original: Chico Xavier
Gênero: Drama
Tempo de duração: 125 minutos
Ano de lançamento: 2010
Estreia no Brasil: 02/04/2010
Site oficial: http://www.chicoxavierofilme.com.br
Estúdio/Distribuição: Sony Pictures
» Confira as primeiras 100 obras de Chico Xavier:
N° - TÍTULO - AUTOR ESPIRITUAL - ANO
1 PARNASO DE ALÉM TÚMULO - ESPÍRITOS DIVERSOS 1932
2 CARTAS DE UMA MORTA MARIA JOÃO DE DEUS 1932
3 PALAVRAS DO INFINITO ESPÍRITOS DIVERSOS 1936
4 CRÔNICAS DE ALÉM-TÚMULO HUMBERTO DE CAMPOS 1936
5 EMMANUEL EMMANUEL 1938
6 BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO HUMBERTO DE CAMPOS 1938
7 LIRA IMORTAL ESPÍRITOS DIVERSOS 1938
8 A CAMINHO DA LUZ EMMANUEL 1938
9 NOVAS MENSAGENS HUMBERTO DE CAMPOS 1940
10 HÁ DOIS MIL ANOS EMMANUEL 1939
11 50 ANOS DEPOIS EMMANUEL 1940
12 CARTAS DO EVANGELHO CASIMIRO CUNHA 1941
13 O CONSOLADOR EMMANUEL 1942
14 BOA NOVA EMMANUEL 1942
15 PAULO E ESTEVÃO HUMBERTO DE CAMPOS 1943
16 RENÚNCIA CASIMIRO CUNHA 1944
17 REPORTAGENS DE ALÉM-TÚMULO HUMBERTO DE CAMPOS 1943
18 CARTILHA DA NATUREZA CASIMIRO CUNHA 1944
19 NOSSO LAR ANDRÉ LUIZ 1944
20 OS MENSAGEIROS ANDRÉ LUIZ 1944
21 MISSIONÁRIOS DA LUZ ANDRÉ LUIZ 1945
22 COLETÂNEA DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS 1945
23 LÁZARO REDIVIVO IRMÃO X 1945
24 OBREIROS DA VIDA ETERNA ANDRÉ LUIZ 1946
25 O CAMINHO OCULTO VENERANDA 1947
26 OS FILHOS DO GRANDE REI VENERANDA 1947
27 MENSAGEM DO PEQUENO MORTO NEIO LÚCIO 1947
28 HISTÓRIA DE MARICOTA CASIMIRO CUNHA 1947
29 JARDIM DA INFÂNCIA JOÃO DE DEUS 1947
30 VOLTA BOCAGE MANUEL M.B. DU BOCAGE 1947
31 NO MUNDO MAIOR ANDRÉ LUIZ 1948
32 AGENDA CRISTÃ ANDRÉ LUIZ 1948
33 LUZ ACIMA IRMÃO X 1948
34 VOLTEI IRMÃO JACOB 1949
35 ALVORADA CRISTÃ NEIO LÚCIO 1948
36 CAMINHO, VERDADE E VIDA EMMANUEL 1949
37 LIBERTAÇÃO ANDRÉ LUIZ 1949
38 JESUS NO LAR NEIO LÚCIO 1950
39 PÃO NOSSO EMMANUEL 1950
40 NOSSO LIVRO ESPÍRITOS DIVERSOS 1950
41 PONTOS E CONTOS IRMÃO X 1951
42 FALANDO A TERRA ESPÍRITOS DIVERSOS 1951
43 PÁGINAS DO CORAÇÃO IRMÃ CANDOCA 1951
44 VINHA DE LUZ EMMANUEL 1952
45 PÉROLAS DO ALÉM EMMANUEL 1952
46 ROTEIRO EMMANUEL 1952
47 PAI NOSSO MEIMEI 1952
48 CARTAS DO CORAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS 1952
49 GOSTAS DE LUZ CASIMIRO CUNHA 1952
50 AVE, CRISTO ! EMMANUEL 1953
51 ENTRE A TERRA E O CÉU ANDRÉ LUIZ 1954
52 PALAVRAS DE EMMANUEL EMMANUEL 1957
53 NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE ANDRÉ LUIZ 1958
54 INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS ESPÍRITOS DIVERSOS 1956
55 FONTE VIVA EMMANUEL 1956
56 AÇÃO E REAÇÃO ANDRÉ LUIZ 1957
57 VOZES DO GRANDE ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS 1957
58 CONTOS E APÓLOGOS I RMÃO X 1958
59 PENSAMENTO E VIDA EMMANUEL 1958
60 EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS ANDRÉ LUIZ 1959
61 MECANISMOS DA MEDIUNIDADE ANDRÉ LUIZ 1960
62 EVANGELHO EM CASA MEIMEI 1960
63 RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS EMANNUEL 1961
64 A VIDA ESCREVE HILÁRIO SILVA 1960
65 ALMAS EM DESFILE HILÁRIO SILVA 1961
66 SEARA DOS MÉDIUNS EMMANUEL 1961
67 JUCA LAMBISCA CASIMIRO CUNHA 1961
68 O ESPÍRITO DA VERDADE ESPÍRITOS DIVERSOS 1962
69 JUSTIÇA DIVINA EMMANUEL 1962
70 CARTILHA DO BEM MEIMEI 1962
71 RELICÁRIO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS 1962
72 TIMBOLÃO CASIMIRO CUNHA 1962
73 ANTOLOGIA DOS IMORTAIS ESPÍRITOS DIVERSOS 1963
74 IDEAL ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS 1963
75 LEIS DE AMOR EMMANUEL 1963
76 OPINIÃO ESPÍRITA EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ 1963
77 SEXO E DESTINO ANDRÉ LUIZ 1963
78 DESOBSESSÃO ANDRÉ LUIZ 1964
79 CONTOS DESTA E DOUTRA VIDA IRMÃO X 1964
80 LIVRO DA ESPERANÇA EMMANUEL 1964
81 DICIONÁRIO DA ALMA ESPÍRITOS DIVERSOS 1965
82 TROVADORES DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS 1965
83 PALAVRAS DE VIDA ETERNA EMMANUEL 1964
84 ESTUDE E VIVA EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ 1965
85 O ESPÍRITO DE CORNÉLIO PIRES CORNÉLIO PIRES 1965
86 ENTRE IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS ESPÍRITOS DIVERSOS 1966
87 CARTAS E CRÔNICAS IRMÃO X 1966
88 ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL ESPÍRITOS DIVERSOS 1967
89 CAMINHO ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS 1967
90 ENCONTRO MARCADO EMMANUEL 1967
91 NO PORTAL DA LUZ EMMANUEL 1967
92 TROVAS DO OUTRO MUNDO ESPÍRITOS DIVERSOS 1968
93 E A VIDA CONTINUA ... ANDRÉ LUIZ 1968
94 LUZ NO LAR ESPÍRITOS DIVERSOS 1968
95 A LUZ DA ORAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
96 ORVALHO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
97 PASSOS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
98 ESTANTES DA VIDA IRMÃO X 1969
99 ALMA E CORAÇÃO EMMANUEL 1969
100 POETAS REDIVIVOS ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
Outra novidade em andamento é o filme "Nosso Lar" que está em fase de pré produção:
Esse Não é filme, é uma mini novela baseada na obra de Andre Luiz.; Nosso Lar. O nome é: A JORNADA DE ANDRÉ LUIZ.
A mediunidade de Chico Xavier é descrita em suas mais de 400 obras publicadas, por meio da psicografia. O mineiro estudou até o primário, largando a escola aos 14 anos, pois precisou trabalhar cedo para ajudar no sustento da família. Aos 22 anos, ele publicou seu primeiro livroParnaso de Além Túmulo, uma antologia de poemas cuja autoria é atribuída a poetas mortos.
A obra, cuja 6ª edição já reunia 259 poemas de 56 poetas luso-brasileiros, entre os quais Antero de Quental e Augusto dos Anjos, gerou muita polêmica na época e ainda hoje é motivo de muitas discussões. Como um jovem de pouco estudo poderia escrever poemas com rimas e métricas tão diversas e, ao mesmo tempo, tão semelhantes às dos "possíveis autores"?
Os livros psicografados pelo médium de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, possuem estilos variados, além das poesias, são livros de mensagens, romances, contos, textos científicos e filosóficos.
A quantidade de livros psicografados por Francisco Cândido Xavier não é unânime. O jornalista Marcel Souto Maior, autor do livro que inspirou o filme sobre a vida de Chico Xavier, afirma que foram 412 obras, enquanto a Federação Espírita Brasileira (FEB) expõe que são 439. Isso porque a FEB inclui os livros resultados das entrevistas do médium ao programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, além de obras publicadas após a morte dele, mensagens psicografadas por Chico ainda em vida, mas que ficaram guardadas.
FILME
Centenário de Chico Xavier reacende debate sobre o Espiritismo
Do JC Online
Em 1971, o mineiro Francisco de Paula Cândido, mais conhecido por Chico Xavier, foi sabatinado por entrevistadores e pelo público, ao vivo, durante mais de duas horas no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi. Foi a maior audiência do programa, sendo um marco para o Espiritismo no País. E foi essa a cena que o produtor e diretor de Chico Xavier - o filme, Daniel Filho, escolheu para iniciar o longa em comemoração ao centenário de nascimento do médium, cuja estreia nacional acontece nesta sexta-feira, 2 de abril, data em que nascia o mineiro.
Baseado na biografia "As vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior, o filme divide a vida do protagonista em três fases, retratadas pelos atores Matheus Costa (1918 a 1922), Ângelo Antônio (1931 a 1959) e Nelson Xavier (1969 a 1975). Além de emocionar, os três conseguiram interpretar a simplicidade e brejeirice características do médium, com ênfase para o segundo. Destaque também para a semelhança física entre Nelson Xavier e o médium e de André Dias com a imagem de quem seria Emmanuel, guia espiritual de Chico.
A produção é bem fiel à obra, embora alguns acontecimentos da vida de Chico ocorreram em momentos diferentes do tratado na película, como a "Surra de Bíblia". Mas nada que prejudique o roteiro.
É um filme não só para espírita ver, ainda que para estes tenha um significado especial. Aliás, a obra foi até acanhada em citar Allan Kardec, codificador do Espiritismo, mas abordou com seriedade a mediunidade e os processos obsessivos. É um filme que supera a religião, pois trata de um homem que dedicou sua vida para fazer o bem, na mais bela expressão do "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", ensinado por Jesus.
Leia alguns belos casos da vida de Chico Xavier
» Surra de bíblia
"Lutando no tratamento de 4 irmãs obsidiadas, José e Chico Xavier gastaram alguns meses até que surgisse a cura completa. No princípio, porém, da tarefa assistencial houve uma noite em que José foi obrigado a viajar em serviço da sua profissão de seleiro. Mudara-se para Pedro Leopoldo um homem bom e rústico, de nome Manuel, que o povo dizia muito experimentado em doutrinar espíritos das trevas. O irmão do Chico não hesitou e resolveu visitá-lo, pedindo cooperação. Necessitava ausentar-se, mas o socorro às doentes não deveria ser interrompido. "Seu" Manoel aceitou o convite e, na hora aprazada, compareceu ao "Centro Espírita Luiz Gonzaga", com uma Bíblia antiga sob o braço direito. A sessão começou eficiente e pacífica.
Como de outras vezes, depois das preces e instruções de abertura, o Chico seria o médium para a doutrinação dos obsessores. Um dos espíritos amigos incorporou-se, por intermédio dele, fornecendo a precisa orientação e disse ao "seu" Manuel entre outras coisas: - Meu amigo, quando o perseguidor infeliz apossar-se do médium, aplique o Evangelho com veemência. - Pois não, - respondeu o diretor muito calmo, - a vossa ordem será obedecida. E quando a primeira das entidades perturbadas assenhoreou o aparelho mediúnico, exigindo assistência evangelizante, "seu" Manuel tomou a Bíblia de grande formato e bateu, com ela, muitas vezes, sobre o crânio do Chico, exclamando, irritadiço: - Tome Evangelho! Tome Evangelho!... O obsessor, sob a influência de benfeitores espirituais da casa, afastou-se, de imediato, e a sessão foi encerrada. Mas o Chico sofreu intensa torção no pescoço e esteve seis dias de cama para curar o torcicolo doloroso. E, ainda hoje, ele afirma satisfeito que será talvez das poucas pessoas do mundo que terão tomado "uma surra de Bíblia"...
» Mesa de CR$ 15,00
"O Chico estava empregado na venda do Sr. José Felizardo. Ganhava CR$ 60,00 por mês. Mal dava para ajudar a família. Apenas lhe sobrava, quando sobrava, meia dúzia de centavos. Uma de suas irmãs, que o auxiliava no expediente do lar, falou-lhe, certa vez, da necessidade que estavam de uma mesa para a sala de jantar, pois a que possuíam era pequena e estava velha, a pedir substituição. E alvitrou-lhe: - A vizinha do lado tem uma que nos serve. Vende-a por CR$ 15,00. - Mas, como a pagaremos se não possuo e nem me sobra esta quantia, no fim de cada mês? A vizinha, dona da mesa, soube das dificuldades do Chico e, desejando ajudá-lo, propôs-lhe vender o entressonhado móvel à razão de 1 cruzeiro por mês, em quinze prestações mensais. O Chico aceitou e a mesa foi comprada. Pagou-a com sacrifício. Ficou sendo uma mesa abençoada. E foi sobre ela que, mais tarde, entendeu com Emmanuel a lição do pão e dos demais alimentos, verificando em tudo a felicidade do pouco com Deus."
» Caridade e oração
"O Centro Espírita Luiz Gonzaga" ia seguindo para a frente... Certa feita, alguns populares chegaram à reunião pedindo socorro para um cego acidentado. O pobre mendigo, mal guiado por um companheiro ébrio, caíra sob o viaduto da Central do Brasil, na saída de Pedro Leopoldo para Matozinhos, precipitando-se ao solo, de uma altura de quatro metros. O guia desaparecera e o cego vertia sangue pela boca. Sozinho, sem ninguém... Chico alugou pequeno pardieiro, onde o enfermo foi asilado para tratamento médico. Caridoso facultativo receitou, graciosamente. Mas o velhinho precisava de enfermagem. O médium velava junto dele à noite, mas durante o dia precisava atender às próprias obrigações na condição de caixeiro do Sr. José Felizardo. Havia, por essa época, 1928, uma pequena folha semanal, em Pedro Leopoldo. E Chico providenciou para que fosse publicada uma solicitação, rogando o concurso de alguém que pudesse prestar serviços ao cego Cecílio, durante o dia, porque à noite, ele próprio se responsabilizaria pelo doente. Alguém que pudesse ajudar. Não importava que o auxílio viesse de espíritas, católicos ou ateus. Seis dias se passaram sem que ninguém se oferecesse. Ao fim da semana, porém, duas meretrizes muito conhecidas na cidade se apresentaram e disseram-lhe: - Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir... - Ah! Como não? - replicou o médium - Entrem, irmãs! Jesus há de abençoar-lhes a caridade. Todas as noites, antes de sair, as mulheres oravam com o Chico, ao pé do enfermo. Decorrido um mês, quando o cego se restabeleceu, reuniram-se pela derradeira vez, em prece, com o velhinho feliz. Quando o Chico terminou a oração de agradecimento a Jesus, os quatro choravam. Então, uma delas disse ao médium: - Chico, a prece modificou a nossa vida. Estamos a despedir-nos. Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar. E uma passou a servir numa tinturaria, desencarnando anos depois e a outra conquistou o título de enfermeira, vivendo, ainda hoje, respeitada e feliz.
» A água da paz
Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito. Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe: - Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz. O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à genitora desencarnada o fracasso da busca. Dona Maria sorriu e informou: - Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua. O Médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.
» Solidão aparente
Em meados de 1932, o "Centro Espírita Luiz Gonzaga" estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Carmen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico. Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto. Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar. O grupo ficou limitado a três companheiros. D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos. José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento. Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a freqüência ao grupo, pelo menos, por alguns meses. Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se. Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse: - Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço. - Continuar como? Não temos freqüentadores... - E nós? - disse o espírito amigo. - Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos a lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho. Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto. Em seguida, abria o "Evangelho Segundo o Espiritismo", ao acaso e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta. Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez. Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento. Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel. Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho... E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Centro, de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e sextas-feiras.
» Uma dívida paga pelo alto
José, o irmão de Chico, que fora por muito tempo seu orientador e dirigia as sessões do "Luiz Gonzaga", adoece gravemente, e, sob a surpresa de seus caros entes familiares, desencarna, deixando ao irmão o encargo de lhe amparar a família. Dias depois, o Chico verifica que o José lhe deixara também uma dívida, pois esquecera de pagar a conta da luz, na importância de onze cruzeiros. Isto era muito para o pobre Médium, pois no fim de cada mês nada lhe sobrava do ordenado. Pensativo, sentou-se à soleira da porta de sua casinha rústica e abençoada. Emmanuel lhe diz: Não se apoquente, confie e espere... Horas depois, alguém lhe bate à porta. Vai ver. Era um senhor da roça. - O senhor é o seu Chico Xavier? - Sim. Às suas ordens, meu irmão. - Soube que seu irmão José morreu. E vim aqui pagar-lhe uma bainha de faca que ele me fez há tempos. E aqui está a importância combinada. Chico agradeceu-lhe. E ficando só, abriu o envelope. Dentro estavam onze cruzeiros ... para pagar a luz. Sorriu, descansado, livre de um peso. E concluiu para nós: - "Que bela lição ganhei". E nós: - Também para os que sabem olhar para os lírios dos campos, que não temem o amanhã, porque sabem que ele pertence a Deus.
» Quem dera que você fosse o Chico...
Numa livraria de Belo Horizonte, servia um irmão que, pelo hábito de ouvir constantes elogios ao Chico Xavier, tomou-se de admiração pelo Médium. Leu, pois, com interesse, todos os livros de Emmanuel, André Luiz, Néio Lúcio, Irmão X e desejou, insistentemente, conhecer o psicógrafo de Pedro Leopoldo. E aos fregueses pedia, de quando em quando: - Façam-me o grande favor de me apresentar o Chico, logo aqui apareça. Numa tarde, quando o Aloísio, pois assim se chamava o empregado, reiterava a alguém o pedido, o Chico entra na Livraria. Todos os presentes, menos o Aloísio, se surpreendem e se alegram. Abraçam o Médium, indagam-lhe as novidades recebidas. E depois, um deles se dirige ao Aloísio: - Você não desejava ansiosamente conhecer o nosso Chico? - Sim, ando atrás desse momento de felicidade.... - Pois aqui o tem. Aloísio o examina; vê-o tão sobriamente vestido, tão simples, tão decepcionante. E correspondendo ao abraço do admirado psicógrafo, com ar de quem falava uma verdade e não era nenhum tolo, para acreditar em tamanho absurdo: - Quem dera que você fosse o Chico, quem dera!... E Chico, compreendendo que Aloísio não pudera acreditar que fosse ele o Chico pela maneira como se apresentava, responde-lhe, candidamente: - É mesmo, quem me dera... E, despedindo-se, partiu com simplicidade e bonomia, deixando no ambiente uma lição, uma grande lição, que ira depois ser melhormente traduzida por todos, e, muito especialmente, pelo Aloísio...
» Viajando com um sacerdote
Sentado no ônibus que o levaria a Belo Horizonte, Chico notou que seu companheiro de banco era um Irmão Sacerdote. Cumprimentou-o e entregou-se à leitura de um bom livro. O Sacerdote, também, correspondeu-lhe o cumprimento, abrira um livro sagrado e ficara a lê-lo. Em meio à viagem, passou o ônibus perto de um lugarejo embandeirado, que comemorava o dia de S. Pedro e S. Paulo. O Sacerdote observou aquilo e, depois, virando-se para o Chico comentou: - Vejo esta festividade em honra de dois grandes Santos, e neste livro, leio a história de S. Paulo, cujo autor lhe dá proeminência sobre S. Pedro. Não se pode concordar com isto. S. Paulo é o Príncipe dos Apóstolos, aquele que recebeu de Jesus as chaves da Igreja. Chico, delicadamente, deu sua opinião, e o fez de forma tão simples, revelando grande cultura, que o Sacerdote, que não sabia com quem dialogava, surpreendeu-se e lhe perguntou: - O senhor é formado em Teologia, ou possui algum curso superior? - Não. Apenas cursei até o quarto ano de instrução primária. - Mas, como sabe tanta coisa da vida dos santos, principalmente de S. Paulo, de S. Estêvão, de S. Pedro, e de outros, realçando-lhes fatos que ignoro?... - Sou médium... - Então, o senhor é o Chico Xavier, de Pedro Leopoldo? - Sim, para o servir. - Então, permita-me que lhe escreva e prometa-me responder minhas cartas, pois tenho muita coisa para lhe perguntar. Faça-me este favor. Afinal, verifico que Deus... nos pertence... - Pode escrever; de bom grado responder-lhe-ei. Assim trabalharemos não apenas para que Deus nos pertença, mas para que pertençamos também a Deus, como nos ensina o nosso benfeitor Emmanuel. E, até hoje, Chico recebe cartas de Irmãos de todas as crenças , particularmente de Sacerdotes bem intencionados, como o irmão com quem viajou e de quem se tornou amigo. E, tanto quanto lhe permite o tempo, lhes responde e nas respostas vai distribuindo o Pão Espiritual a todos os famintos, ovelhas do grande redil, em busca do amoroso e Divino Pastor, que é Jesus.
Fonte: Portal do Espírito
A infância triste e sofrida com a madrinha Rita de Cássia (Giulia Gam); os diálogos com a mãe desencarnada (Letícia Sabatella); as confissões para o padre Scarzelo (Pedro Paulo Rangel); a bonita relação com a madrasta (Giovanna Antonelli) e o despertar para a consciência espírita com a ajuda do casal Carmen (Ana Rosa) e Perácio (Anselmo Vasconcellos) são alguns dos "lindos casos" relatados no filme.
Se o lançamento da cinebiografia sobre Bezerra de Menezes, em 2008, frustrou boa parte do meio espírita, já que os diretores abordaram as questões dos espíritos de uma forma estereotipada, como almas que desaparecem e atores com maquiagem que empalideciam, o lançamento de Chico Xavier - o filme deverá ser um novo marco no Espiritismo do Brasil, trazendo a realidade espírita para o público leigo de uma forma clara e consoladora.
http://www.flickr.com/photos/48292424@N05/sets/72157623611485689/show/
SERVIÇO
Ficha técnica
Título Original: Chico Xavier
Gênero: Drama
Tempo de duração: 125 minutos
Ano de lançamento: 2010
Estreia no Brasil: 02/04/2010
Site oficial: http://www.chicoxavierofilme.com.br
Estúdio/Distribuição: Sony Pictures
» Confira as primeiras 100 obras de Chico Xavier:
N° - TÍTULO - AUTOR ESPIRITUAL - ANO
1 PARNASO DE ALÉM TÚMULO - ESPÍRITOS DIVERSOS 1932
2 CARTAS DE UMA MORTA MARIA JOÃO DE DEUS 1932
3 PALAVRAS DO INFINITO ESPÍRITOS DIVERSOS 1936
4 CRÔNICAS DE ALÉM-TÚMULO HUMBERTO DE CAMPOS 1936
5 EMMANUEL EMMANUEL 1938
6 BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO HUMBERTO DE CAMPOS 1938
7 LIRA IMORTAL ESPÍRITOS DIVERSOS 1938
8 A CAMINHO DA LUZ EMMANUEL 1938
9 NOVAS MENSAGENS HUMBERTO DE CAMPOS 1940
10 HÁ DOIS MIL ANOS EMMANUEL 1939
11 50 ANOS DEPOIS EMMANUEL 1940
12 CARTAS DO EVANGELHO CASIMIRO CUNHA 1941
13 O CONSOLADOR EMMANUEL 1942
14 BOA NOVA EMMANUEL 1942
15 PAULO E ESTEVÃO HUMBERTO DE CAMPOS 1943
16 RENÚNCIA CASIMIRO CUNHA 1944
17 REPORTAGENS DE ALÉM-TÚMULO HUMBERTO DE CAMPOS 1943
18 CARTILHA DA NATUREZA CASIMIRO CUNHA 1944
19 NOSSO LAR ANDRÉ LUIZ 1944
20 OS MENSAGEIROS ANDRÉ LUIZ 1944
21 MISSIONÁRIOS DA LUZ ANDRÉ LUIZ 1945
22 COLETÂNEA DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS 1945
23 LÁZARO REDIVIVO IRMÃO X 1945
24 OBREIROS DA VIDA ETERNA ANDRÉ LUIZ 1946
25 O CAMINHO OCULTO VENERANDA 1947
26 OS FILHOS DO GRANDE REI VENERANDA 1947
27 MENSAGEM DO PEQUENO MORTO NEIO LÚCIO 1947
28 HISTÓRIA DE MARICOTA CASIMIRO CUNHA 1947
29 JARDIM DA INFÂNCIA JOÃO DE DEUS 1947
30 VOLTA BOCAGE MANUEL M.B. DU BOCAGE 1947
31 NO MUNDO MAIOR ANDRÉ LUIZ 1948
32 AGENDA CRISTÃ ANDRÉ LUIZ 1948
33 LUZ ACIMA IRMÃO X 1948
34 VOLTEI IRMÃO JACOB 1949
35 ALVORADA CRISTÃ NEIO LÚCIO 1948
36 CAMINHO, VERDADE E VIDA EMMANUEL 1949
37 LIBERTAÇÃO ANDRÉ LUIZ 1949
38 JESUS NO LAR NEIO LÚCIO 1950
39 PÃO NOSSO EMMANUEL 1950
40 NOSSO LIVRO ESPÍRITOS DIVERSOS 1950
41 PONTOS E CONTOS IRMÃO X 1951
42 FALANDO A TERRA ESPÍRITOS DIVERSOS 1951
43 PÁGINAS DO CORAÇÃO IRMÃ CANDOCA 1951
44 VINHA DE LUZ EMMANUEL 1952
45 PÉROLAS DO ALÉM EMMANUEL 1952
46 ROTEIRO EMMANUEL 1952
47 PAI NOSSO MEIMEI 1952
48 CARTAS DO CORAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS 1952
49 GOSTAS DE LUZ CASIMIRO CUNHA 1952
50 AVE, CRISTO ! EMMANUEL 1953
51 ENTRE A TERRA E O CÉU ANDRÉ LUIZ 1954
52 PALAVRAS DE EMMANUEL EMMANUEL 1957
53 NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE ANDRÉ LUIZ 1958
54 INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS ESPÍRITOS DIVERSOS 1956
55 FONTE VIVA EMMANUEL 1956
56 AÇÃO E REAÇÃO ANDRÉ LUIZ 1957
57 VOZES DO GRANDE ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS 1957
58 CONTOS E APÓLOGOS I RMÃO X 1958
59 PENSAMENTO E VIDA EMMANUEL 1958
60 EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS ANDRÉ LUIZ 1959
61 MECANISMOS DA MEDIUNIDADE ANDRÉ LUIZ 1960
62 EVANGELHO EM CASA MEIMEI 1960
63 RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS EMANNUEL 1961
64 A VIDA ESCREVE HILÁRIO SILVA 1960
65 ALMAS EM DESFILE HILÁRIO SILVA 1961
66 SEARA DOS MÉDIUNS EMMANUEL 1961
67 JUCA LAMBISCA CASIMIRO CUNHA 1961
68 O ESPÍRITO DA VERDADE ESPÍRITOS DIVERSOS 1962
69 JUSTIÇA DIVINA EMMANUEL 1962
70 CARTILHA DO BEM MEIMEI 1962
71 RELICÁRIO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS 1962
72 TIMBOLÃO CASIMIRO CUNHA 1962
73 ANTOLOGIA DOS IMORTAIS ESPÍRITOS DIVERSOS 1963
74 IDEAL ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS 1963
75 LEIS DE AMOR EMMANUEL 1963
76 OPINIÃO ESPÍRITA EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ 1963
77 SEXO E DESTINO ANDRÉ LUIZ 1963
78 DESOBSESSÃO ANDRÉ LUIZ 1964
79 CONTOS DESTA E DOUTRA VIDA IRMÃO X 1964
80 LIVRO DA ESPERANÇA EMMANUEL 1964
81 DICIONÁRIO DA ALMA ESPÍRITOS DIVERSOS 1965
82 TROVADORES DO ALÉM ESPÍRITOS DIVERSOS 1965
83 PALAVRAS DE VIDA ETERNA EMMANUEL 1964
84 ESTUDE E VIVA EMMANUEL / ANDRÉ LUIZ 1965
85 O ESPÍRITO DE CORNÉLIO PIRES CORNÉLIO PIRES 1965
86 ENTRE IRMÃOS DE OUTRAS TERRAS ESPÍRITOS DIVERSOS 1966
87 CARTAS E CRÔNICAS IRMÃO X 1966
88 ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL ESPÍRITOS DIVERSOS 1967
89 CAMINHO ESPÍRITA ESPÍRITOS DIVERSOS 1967
90 ENCONTRO MARCADO EMMANUEL 1967
91 NO PORTAL DA LUZ EMMANUEL 1967
92 TROVAS DO OUTRO MUNDO ESPÍRITOS DIVERSOS 1968
93 E A VIDA CONTINUA ... ANDRÉ LUIZ 1968
94 LUZ NO LAR ESPÍRITOS DIVERSOS 1968
95 A LUZ DA ORAÇÃO ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
96 ORVALHO DE LUZ ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
97 PASSOS DA VIDA ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
98 ESTANTES DA VIDA IRMÃO X 1969
99 ALMA E CORAÇÃO EMMANUEL 1969
100 POETAS REDIVIVOS ESPÍRITOS DIVERSOS 1969
Outra novidade em andamento é o filme "Nosso Lar" que está em fase de pré produção:
Esse Não é filme, é uma mini novela baseada na obra de Andre Luiz.; Nosso Lar. O nome é: A JORNADA DE ANDRÉ LUIZ.
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